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Bacabal,19/08/2026

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Prostituição forçada, propina e calabouço: a verdade chocante sobre os brasileiros encarcerados na Venezuela


Prostituição forçada, propina e calabouço: a verdade chocante sobre os brasileiros encarcerados na Venezuela


Trabalhar de forma ilegal em um garimpo no exterior é uma infração administrativa, mas na Venezuela virou uma sentença de horror e um negócio altamente lucrativo para corruptos.

Dezenas de brasileiros — entre eles trabalhadores e trabalhadoras maranhenses da região de Brejo de Areia — vivem sob condições sub-humanas em presídios venezuelanos há quase três anos.

O caso veio à tona através do canal jornalístico Acontece News. Duas mulheres presas, Rejane Paulino e Maxilene Silva, conseguiram driblar a segurança e entraram em contato por ligação de vídeo com o jornalista Fábio Costa. O desdobramento do caso apresenta relatos impactantes em que sobreviventes e familiares revelam uma rotina diária de tortura física e psicológica, extorsões financeiras e abusos sexuais.

Prostituição forçada, cobrança até pela água e colchão

Em entrevista corajosa, a brasileira Lucília Ferreira, que passou 75 dias encarcerada e conseguiu a liberdade após uma verdadeira saga de sua família, detalhou o pesadelo vivenciado dentro das celas. Segundo ela, as brasileiras que permanecem presas enfrentam hoje situações ainda piores do que no passado, sendo submetidas à prostituição involuntária dentro do sistema prisional e sofrendo sérios problemas de saúde sem assistência médica.

A rotina dentro das cadeias venezuelanas opera à base de extorsão diária. Nada é gratuito ou oferecido como direito básico:

Cobrança por água e colchão: Até a água para beber ou tomar banho, assim como o direito de dormir sobre um colchão, exige o pagamento de quantias abusivas (em alguns casos, ultrapassando R$ 2.000,00).

Alimentação e "taxa" dos agentes: A comida enviada por familiares é frequentemente interceptada por policiais e guardas locais (chamadas de RFFs), que retiram os melhores itens ou atrasam a entrega por horas.

Propinas Judiciais e "Combustível": As audiências judiciais são constantemente adiadas — já somam quase 100 audiências sem solução. Para ir ao tribunal, os próprios presos precisam pagar pelo combustível e pelo transporte em ônibus sucateados, onde chegam a passar o dia inteiro sob calor extremo, sem água e sofrendo agressões físicas.

Famílias falidas no Brasil: "A prisão virou um negócio"

Para manter os parentes vivos dentro do presídio, famílias inteiras no Maranhão e em outros Estados estão sendo financeiramente devastadas. Há relatos de parentes que já venderam casas, motos e gado para enviar quantias mensais de R$ 4.000 a R$ 6.000 para a Venezuela.

Se o dinheiro acaba ou atrasa, o castigo é imediato: transferência para o "calabouço", isolamento no escuro sem comida ou espancamentos.

A permanência desses brasileiros tornou-se uma máquina de fazer dinheiro para agentes e intermediários locais, o que explica os sucessivos adiamentos e desculpas burocráticas para não liberá-los.

Inércia governamental e risco iminente de mortes

Enquanto a situação se degrada, os órgãos brasileiros não agem como esperado. Sobreviventes e familiares denunciam que a atuação diplomática tem se limitado a notas formais, enquanto a vida dos detidos corre perigo real.

Pelo menos um brasileiro já perdeu a vida no cárcere e outros enfrentam doenças graves, como tuberculose e pneumonia. Sem uma intervenção diplomática firme e imediata das autoridades brasileiras para garantir a deportação ou repatriamento desses cidadãos, a tragédia anunciada é que mais famílias recebam seus entes queridos de volta no Brasil em caixões.









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